O tema “Feedback” continua sendo um pequeno tabu dentro das organizações brasileiras. Mesmo em menor grau, ainda existem os gritos de chefes que ecoam por todo ambiente da empresa (e o chefe acredita piamente que essa é uma forma de dar retorno sobre o desempenho do funcionário!), ou aqueles casos onde o funcionário ao invés de receber os elogios sobre sua trajetória detalhadamente, recebe somente um aumento por ganho e produtividade. Não que ganhar aumento não seja importante, mas isso não é o grande incentivador em nossas carreiras.

A regra de dar e receber feedback deve ser algo contínuo dentro das organizações. Para que isso ocorra de forma equilibrada e coesa, algumas regras devem ser seguidas:

1. Separar “problema” e “pessoa”;
2. Controlar as emoções (raiva, amizade, medo);
3. Entender que cada indivíduo possui maneiras e formas diferentes de entender as situações (positivas ou negativas).

É de fundamental importância também, deixar claro para todos os membros da empresa, que feedback não é algo só positivo ou só negativo. Feedback é uma análise (medida em um período) do desenvolvimento individual ou mesmo de uma área dentro da empresa.

O feedback deve ser algo descritivo, específico, oportuno e esclarecido, para assegurar comunicação e efeito precisos.

Como dar um feedback positivo?
– Não elogie as pessoas somente pelo que elas fazem;
– Faça elogios os mais específicos possíveis (Kohn, 1993);

Como dar um feedback negativo?
– Ataque o processo e não a pessoa;
– Não leve para o lado pessoal;
– Faça de maneira privada;
– Não envergonhe a pessoa;
– Use o encorajamento.

Outro ponto pouco explorado em nossas empresas diz respeito à Inteligência Emocional. Segundo o escritor, psicólogo e jornalista Daniel Goleman, inteligência emocional pensa o ser humano em sua totalidade, agregando inteligência às emoções. Goleman diz que a Inteligência Emocional pode ser desenvolvida (ou seja, não é algo que nasce com as pessoas ou empresas, é algo que pode e deve ser incorporado dentro da cultura empresarial/individual), seguindo os seguintes pontos:

1 – Autoconhecimento – conhecer as próprias emoções;
2 – Autocontrole – saber lidar com as emoções;
3 – Motivação – usar as emoções positivamente;
4 – Empatia – reconhecer as emoções do outro, colocando-se em seu lugar;
5 – Sociabilidade – saber lidar com os relacionamentos.

Podemos notar, então, que o processo de feedback está correlacionado com o fator Inteligência Emocional. Quanto mais tenho uma Inteligência Emocional evoluída e disseminada dentro das organizações, maior será o índice de absorção dos feedbacks

Sempre fui e sou um defensor ferrenho do processo de feedback contínuo nas organizações. Acredito que essa é uma forma de deixar as relações dentro das empresas sempre bem claras, específicas e precisas. Com a prática de feedback, acompanhada do desenvolvimento de Inteligência Emocional, teremos sempre uma evolução positiva no cenário cultural e organizacional de nossas empresas.

assinatura-Luciano